sábado, 7 de abril de 2012

O passar ligeiro das lembranças

Só passando lembranças. O vento, o cheiro do vento as trouxe, nesta noite. A caminhada é árdua, porém verdadeira mestre da vida. A autoanálise é positiva. Ver o quanto se consegue mudar, crescer é bom. Mesmo que algumas ocasiões tragam lembranças doces, porém, não evolutivas. O que é a vida afinal?



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Deixe-me

Deixe-me em paz
Deixe-me viva
Deixe que meu coração mantenha-se quente
Entenda: uma alma pisoteada, jamais se regenera das dores do momento em que foi esmagada por pés frios

Não jogarei meu corpo ao mundo
não jogarei!
Vou deixá-lo guardado em lugar seguro
Esperando, assim, valores, cordialidade, carinho
Amor!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Leva de sentimentos

Hoje ela estava com as vistas turvas
Dores de cabeça com leves pontadas do lado direito
Não quis levantar-se e ver a cara do mundo...
mas ainda assim, tentou...

... foi!

Ela leu
Ouviu suas músicas prediletas
tais que a transportam a reviver dias doces
Foi à aula de fotojornalismo
Assistiu desassossego
Conversou com pessoas, cujo a mesma linha de pensamentos formam casadinhos

Sorriu...

Procurou notícias interessantes
Fez download de filmes
Teve boas notícias com relação ao trabalho
Leu - novamente - coisas que se assemelham com teu estado emocional
Ouviu uma linda canção

pensou: por hoje é isso!
Boa noite à leva de sentimentos que um dia - quem sabe - irão ser bobagem pouca/besteira.





I'll try Anything Once, Demo - Julian Casablancas


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os fatos que a incomodam

Fatalmente as verdades aparecem quando estamos totalmente desolados. Esperar algo das pessoas é como esperar que a noite seja dia e o dia seja noite. Realmente as palavras sábias de uma grande referência fazem mais sentido do que quando foram ditas. Ela, então, não quer que a acidez de seu estômago a transporte para o gelo do coração, mas é assim que tem sido em seus dias sem certezas.
Ela tem tido desilusões o bastante para que trate o mundo com a mesma indiferença que tal a tem tratado, mas não... ela simplesmente se manterá solta dentro de si, enquanto os outros estão presos do lado de fora. Será que ela está tão exigente assim? Será que nada fará seu coração bater forte e seus olhos brilharem? Está tudo tão frio, efêmero, sem essência! Nada mais a interessa intensamente, talvez por que ela já saiba o final de cada história nesse verdadeiro sitcom.

"Penso que dentro da minha casca não tem um bicho: tem um silêncio feroz".
- Manoel de Barros.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Expandir-se ruidosamente

Ela

está

prestes

a


explodir...

... de:







sentimentos agradáveis que se apoderam do ânimo ao ver coisa extraordinária,
bela ou inesperada.


De sorriso largo
- acaso que o faz -
vou de olhadela aos passos
marcando os traços
sacando as cores e sabores!


- Cheiro de flor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Marchetada

"... Ela só, quando amena e marchetada
Saía, dando ao mundo, claridade,
Viu apartar-se de uma outra vontade,
Que nunca poderá ver-se apartada".

- Camões.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pássaros noturnos II

O que espero afinal?

Nem eu mesma sei por onde andar em minhas curvadas e confusas estradas mentais. Então, como quem só deseja leveza, harmonia e sonhos encantadores, fecha os olhos e ao ouvir uma linda canção, tal esta que a acalma e a transporta para além das regras humanas, pensa: serei docemente feliz! Não mais tentarei decifrar os caminhos por onde andarei. Poderia, assim, então, ser simples! Não é mesmo?
Para além das regras humanas, adentrando alma e coração, quebrando imposições - como quem quebra, em pedaços miúdos, uma chícara negra. Decifrações inatingíveis, haribol e olhos encantadores, verdemente encantadores.
6-11-2011 / 22h32

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pássaros noturnos I

Perfumou-se com aquele que há tempos não borrifava em teu pescoço. Como de costume, os cheiros sempre a levam à passados, desperta-lhe lembranças marcantes de tempos fixados em sua memória. Pensou: tentar entender as coisas é deixar de aceitar a essência de tais, porém, perceber que tudo começa e nada tem fim é um fato que a incomoda, um tanto.
Saiu: fez a entrega de teu trabalho e foi de encontro a seus queridos. Sentiu-se, novamente, bem e um tanto apoplética. Bons papos, pessoas interessantes, inteligentes e gentis. É... por algum momento esqueceu-se de suas âncoras. Sorria, amava, sentia-se leve e viva, pois caminhar com os seus por ruas da cidade/insônia era sempre, muito, prazeroso.
Pronto: passeio feito, satisfação. Voltou à sua morada e como de costume checou seus e-mails, verificou suas notificações e como sempre, nada novo, de novo. Pensou em soluções, pessoas, sonhos que tivera na noite passada. Sonhos da noite passada; tais estes que ainda tentara decifrar suas mensagens ocultas. Novamente lhe vem o cheiro agradável, delicado que tanto lhe leva à ideias de satisfação eternamente projetadas pelas lembranças.
O sono vem chegando, então como sempre faz em madrugadas frias: lava seu corpo para limpar a alma e aquecer os pés, rega suas flores na janela, alimenta seu companheiro felino e dorme com suas lembranças, esperando que venha sonhos bons. Pensa: hoje voltei a desejar um grande amor, sim! Sim: acredito, com a mesma certeza de uma garotinha boba. Sente falta do peito mais macio e acolhedor que tivera e que tanto a amou. Pede ciciando: volte!

Ideias misturadas, asas cansadas.
4-4-2011 / 3h

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mensagem

A mensagem começa onde os ouvidos acabam!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ser natural

"Quando a erva crescer em cima da minha sepultura,
Seja este o sinal para me esquecerem de todo.
A natureza nunca se recorda, E POR ISSO É BELA.
E se tiverem a necessidade doentia de "interpretar" a erva
[verde sobre a minha sepultura,
Digam que eu continuo a verdecer e a ser natural".

- Alberto Caeiro.

Comentário: poemeto notável pelo que esclarece da poesia de Caeiro - a sua luta contra a necessidade enferma de "interpretar" as coisas conforme essa ou aquela "filosofia". Interpretar uma coisa é já deixar de vê-la, é substituir a coisa pela ideia. Deve, pois, o homem saudável, abster-se de opiniões/interpretações. No entanto, o próprio Caeiro reconhece a dificuldade de tal empreitada: é possível olharmos para as coisas, "vazios" de ideias? Ou seja: é possível "ver" sem interpretar? Ou ver é já ver dessa ou daquela forma?

[in As múltiplas faces de Fernando Pessoa
Editora Núcleo